O termo "reprogramação de centralina" ou "chiptuning" , refere-se à alteração do conteúdo original da memória EEPROM, seja com vista à obtenção de uma melhor performance e orientada portanto para o incremento da potência, ou simplesmente para uma melhoria da autonomia ou dimnuição da emissão de gases poluentes.

Em que consiste?

Nos tempos modernos a gestão do motor, não é apenas condicionada pelas componentes mecânicas, mas cada vez mais, esta é da responsabilidade da unidade de comando, conhecida por "ECU" (Engine Control Unit). A ECU é uma unidade integrada do motor, que recebe informações de múltiplos sensores, processa-a em milisegundos, e decide qual o "output" mais adequado a enviar aos respetivos atuadores em determinado contexto.

Fiabilidade?

Existe uma noção bastante generalizada, por vezes quase dogmática, de que os motores originais não devem ser modificados eletronicamente pois foram específicamente estudados para determinados valores de potência e binário, bem como todos os componentes adjacentes. Na verdade, este é um conceito que não corresponde totalmente, na maioria das vezes à realidade. Embora existam viaturas que efetivamente não permitem grandes incrementos devido a várias limitações mecânicas, cerca de 90% dos motores que equipam as viaturas modernas apresentam margens de progressão enormes, a explicação para esse limiar não ser ultrapassado nas marcas é devido a vários fatores, tais como as normas de emissões de gases de escape poluentes, autonomia, e talvez o mais comum, puro "marketing", sendo que temos imensos exemplos de motorizações literalmente iguais entre si, mas que são comercializadas com potências diferentes e a preços de mercado também diferentes. Preços estes, que são sempre bastante superiores ao valor de qualquer reprogramação equivalente. Esta variação de 20, 30 ou até por vezes 40cv, difere meramente no mapeamento original da unidade de comando...

 

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